quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

População não sabe qual o resultado final da operação Fonte Seca

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Wagner Fontes reune imprensa e fala sobre operação da Polícia Federal Até o momento a população de Redenção ainda não conseguiu entender a operação da policia federal denominada ‘Fonte Seca’, que ocorreu na ultima quinta feira (13) que foram alvos vários órgãos da prefeitura e dezenas de empresas da cidade. O que chamou atenção é que se juntaram 90 policiais federais com o apoio de 17 técnicos da Controladoria Geral da União (CGU). Para isto foram mobilizados policiais de vários estados e até o momento a policia ainda não informou os resultados da movimentada operação que tinha como meta fazer 71 abordagens, para cumprir 23 mandados de condução coercitiva e 48 de busca e apreensão, expedidas pela justiça federal a pedido do delegado Luiz Felipe da Polícia Federal de Redenção. Mesmo sem concluir as investigações o delegado aponta um suposto esquema de corrupção na atual gestão da prefeitura de Redenção que segundo ele teria desviado 50 milhões, com a participação de empresários, mas não cita os nomes de envolvidos. CONTESTAÇÃO: Durante a operação realizada houve muita indignação, pois muitos empresários foram surpreendidos em suas residências na primeira hora do dia, fato ocorrido também em dezenas de empresas, escritórios de advocacias e de contabilidade. A revolta é que muitos empresários e empresas sofreram a abordagem de forma injusta, pois não tinham elementos que os colocassem como suspeitos, mas mesmo assim sofreram o constrangimento da abordagem policial, somente pelo fato de terem vendido ou prestado alguns serviço para a prefeitura. . (o Bijú ganhou uma licitação de, acho que uns 70 mil... ele vendeu uns 15 mil... Ele foi um dos abordados, nas condições acima descritas) Esta investigação comandada pelo delegado Luis Felipe já dura um ano e dois meses e ate agora não foi divulgado qualquer fato concreto que levasse a comprovar o que esta sendo investigado. Para imprensa o delegado Luis Felipe disse que não tem a informar qualquer fato que confirme as praticas investigadas. Ele disse ainda que precisa de mais 10 meses para emitir relatório dizendo se realmente existe algo de errado e quem é culpado ou não. Enquanto isso as pessoas de bem que tiveram seus nomes envolvidos aleatoriamente na investigação terão que enfrentar o constrangimento da repercussão das ações da Polícia Federal. O delegado não explicou o critério utilizado para incluir as empresas no rol das suspeitas. O fato mais abordado dentro do assunto é que a Polícia Federal é considerada um órgão de alto poder investigativo, e obtém grande confiabilidade em suas finalizações, e que neste caso parece haver algo estranho, pois a investigação já dura um ano e dois meses e ate o momento ninguém foi preso ou indiciado. A quantidade de mandados de busca e apreensão solicitados pela investigação (71), muitos contra pessoas e empresas sem qualquer ligação ilícita com a prefeitura coloca em cheque o poder investigativo de uma das instituições mais conceituadas do Brasil. “A policia federal possui mecanismos eficientes para investigar, sem confundir bandidos com cidadãos de bem”, disse um empresário que foi abordado ás 6 h em sua residência.
Prefeito Wagner Fontes fala da operação Procurado pela reportagem, o prefeito Wagner Fontes (PTB) disse que esta sendo vítima de perseguição politica promovida por ex-companheiros que ficaram contrariados por não conseguir contemplar interesses dos mesmos dentro do governo, os quais ele cita o vice- prefeito Gervásio Camilo que é o autor das denúncias na Policia Federal e o ex- secretário municipal Pedro Tindô. Segundo Wagner, o álibi alegado na acusação são as licitações da prefeitura, “Eles ostentam a soma dos números, mas valor de licitação não significa compra feita é apenas uma autorização para execução de compras, isso pode ser constatado nos autos do processo”, explicou. Wagner diz ainda que sente vitima das ações do delegado Luis Felipe e classifica-as como tendenciosas, pois seus desafetos propagam pelas ruas que tem relacionamento privilegiado com o delegado. Nossa reportagem teve acesso a uma ‘escritura pública de declaração’ registrada no cartório de Redenção, onde o empresário João de Deus de Oliveira declara que: Pedro Tindô e Gervásio Camilo garantiram que se ele prestasse depoimento que derrubasse o prefeito Wagner Fontes ele receberia o valor de R$ 200 mil. Na declaração registrada, o empresário disse que ouviu de Pedro Tindô que o delegado falava a mesma língua deles (Gervásio e Pedro) e que o delegado Luis Felipe estava à disposição e que atenderia o empresário em qualquer lugar, inclusive na sua residência. Wagner disse que a prefeitura tem milhares de funcionários e movimenta milhões e que há a possibilidade de ter alguma coisa fora do lugar, e que assume e vai responder se houver, mas segundo ele, o que esta acontecendo é uma campanha maldosa, “Vejo nesse delegado esforços fora do comum para me desmoralizar”, disse Wagner afirma que quando começaram as primeiras retaliações por parte do delegado ele protocolou uma reclamação na corregedoria da Policia Federal em Belém. “Reclamei que o Delegado Luis Felipe estava sendo ‘parcial’ e fazendo parte de grupo politico de oposição”, disse. O prefeito também lembrou o episodio quando o mesmo delegado emitiu um relatório lhe acusando de vender casas populares a R$ 2 mil, o que culminou no cancelamento do programa Minha Casa Minha Vida em Redenção e a suspensão da entrega das 500 casas a famílias carentes. “Todo relatório do delegado era em cima de disse me disse, nada concreto, o Juiz Federal desqualificou o relatório por falta de provas e cassou a liminar que impedia a entrega das casas”, disse Wagner. O prefeito também disse que não havia necessidade do que aconteceu na ultima quinta feira (13), pois ao ter conhecimento da investigação, ele entregou copias de todas as licitações, contratos e convênios no Tribunal Federal em Brasília, Superintendência da Polícia Federal em Belém e na Delegacia da Polícia Federal em Redenção. “Fiz tudo isso para evitar esse constrangimento” disse. Nossa reportagem procurou o delegado Luis Felipe, mas o mesmo não foi encontrado, na delegacia da polícia Federal, foi informado que o mesmo havia saído de férias. Afastamento de secretários e uso de tornozeleiras para monitoramento Apesar de estar publicado no site da policia federal que os secretários de obras, finanças e cultura estarem afastados, os mesmos trabalham normalmente e afirmam que não foram notificados de nenhum afastamento. Quanto ao boato das tornozeleiras eletrônicas, os secretários disseram que acha isso um absurdo e que nunca foram informados de que deveriam usar tal aparelho.. Nossa reportagem constatou que os secretários realmente trabalham em suas funções e não usam tornozeleiras. Colaboração de Lourivan Gomes

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